9 de Novembro de 2009

Culinária

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http://deliciasdatekinha.blogspot.com/

O meu novo hobbie, que em conjunto com a minha "cara metade", vamos nos divertindo e recuperando das mazelas da vidas.

Visitem-nos que serão bem vindos.

Aproveito para dizer que este blogue será motivo de profunda restruturaçao, não só para não me acusarem de deixar isto parado por aqui, mas porque faz mais sentido partilhar este espaço com outros amigos. Queremos uma reflexão séria e construtiva com o humor e assetividade necessária.

Até breve

11 de Outubro de 2009

Parabens ao PSD

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Pela vitoria obtida no concelho de Loulé.
O povo falou e de uma forma inequivoca, por isso a vitoria e justa e inquestionável.
Votos de um bom mandato.
Fiquei muito contente pela vitoria do PS em Tavira, um abraço ao meu amigo Jorge Botelho.

Porque hoje e dia...

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5 de Setembro de 2009

Um abraço ao Quim Mealha...

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Fico triste e decepcionado pela forma indecente como tratam a candidatura do BE encabeçada pelo Joaquim Mealha, de cara tapada e sob anonimato, é a este ponto de liberdade de expressão que chegamos aqui por Loulé?

Não só não merece este tipo de cobardias, porque alem de bom colega e um profissional exemplar, é um ser humano decente e correcto, um amigo em quem se pode confiar.
Se teve excelente é porque o mereceu. Se confiaram nele a responsabilidade de encabeçar uma Lista ao Município é porque reúne qualidades e perfil para tal, segundo julgam os camaradas do seu partido. Tudo o resto é poeira e invenções de quem não quer que em Loulé se respire DEMOCRACIA e ATITUDE.

Eu estou a vontade para afirmar o que atrás escrevi, até porque todos sabem que sou socialista militante por opção e convicção, e que obviamente o meu voto já esta comprometido e não é na lista do BE. O que não tolero é esta falta de maturidade política para que todos respeitem às suas opções, sejam elas polémicas ou não. O que não me parece ser este o caso.

Detesto malta que se comporta como se vivessem em rebanhos, só se mexem após ordem do pastor. Um dia quando acordarem e perceberem que estes actos só perpetuam a imagem de que o louletano é invejoso e maledicente, já será tarde… para eles!

Tenho fé nas gerações vindouras, porque deste modelo social em que muito acreditam ser o “politicamente correcto”, já todos estamos fartos e poucos tem a coragem de lutar contra ele.
Força Quim, eu sei que nao te abalam as "bocas" dos acefalos e "conselheiros acacios".

4 de Setembro de 2009

Um blog de uma amiga....

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Sou suspeito a descrever da qualidade destes pitéus… mas cá em casa só se come coisas boas e saudáveis, renovando todos os meses os menus que se confecciona por aqui.

Uma prisa de ar fresco...

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Tive de fazer ZAP para ter a certeza que nao era mentira... BYE BYE Manela :-D
Claro que agora todos defendem a liberdade de imprensa e tretas do genero, quando as mesmas pessoas sabiam da cretinice que sai daquele jornal da manela... conveniencias...
Um depoimento de alguem que conhece a "liberdade" dos moniz...
E para variar deixo aqui a posta do JUMENTO sobre o tema...

A padeira de Queluz de Baixo

Ou estou muito enganado ou num dos próximos dias o Público terá como notícia de primeira página “Sócrates aliciou assessor de Cavaco”, também aposto que o assessor em causa foi o tal que se lembrou de queixar ao mesmo jornal que os assessores de Belém estavam a ser vigiados pelo governo.

Só mesmo o tal assessor anónimo é que teria imaginação suficiente para se lembrar de aconselhar Sócrates a pedir à Media Capital o fim do jornal da dona Moniz. Se Sócrates tivesse dado tal passo, agora que Manuela Moura Guedes já tinha convencido quem tinha a convencer, teria dado um tiro do pé, em vez de ser criticado por ingerênia na linha reditorial da TVI, deveria ser demitido compulsivamente de secretário-geral do PS.

Mas o facto é que a Media Capital se livrou de Manuela Moura Guedes e nem teve de lhe pagar os três milhões de euros que o marido embolsou quando saiu da estação de televisão. Mas pelos vistos a indemnização paga a Moniz não previa o fim do controlo da estação pela família Moniz, isso viu-se na despedida, quando Moniz tentou condicionar a linha editorial da informação da estação ao dizer que o fim do jornal da esposa seria uma desgraça. A família estava tão arrogante e convencida que a própria Manuela chamou estúpidos aos patrões.

A verdade é que a indemnização paga a Moniz não incluía a demissão do seu fantasma mais a esposa, ao longo de anos o Eduardo Moniz comportou-se como patrão da estação, cultivando o culto da personalidade, a sua arrogância chegou ao ponto de ter usado a estação para tentar derrubar um governo legítimo do país.

Se a Media Capital pôs fim a um programa que visava objectivos políticos que ultrapassavam o que se espera de um telejornal fez muito bem, só pecou por ter tomado a decisão de forma tardia e num contexto em que acaba por provocar mais prejuízos do que a sua manutenção.
Compreende-se que o PS tenha ficado incomodado com a decisão, foi o grande prejudicado. Compreende-se também a reacção incrédula das virgens da oposição pois mesmo sabendo que a informação da dona Moniz era um nojo isso favoreça-os.

Entretanto o país ganhou mais uma heroína da liberdade, uma Manuela Moura Guedes que muito brevemente vai ser promovida a mais uma padeira em luta contra os castelhanos da PRISA (por ironia do destino a sede da estação até fica numa rua de nome Castelhano, mais precisamente na Rua Mário Castelhano), a Padeira de Queluz de Baixo.

A SAÚDE PARA O PSD

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copiado do JUMENTO ...
«O PSD apresentou no seu programa uma lista de 38 propostas, recomendações ou simples sugestões, sem números. É um programa de intenções, sem compromissos. Foge das metas como o diabo da cruz. Pede aos portugueses um cheque em branco e acredita que eles confiam. Oito dessas intenções são vagas e genéricas, como aumentar a eficiência, a qualidade, a competição, a transparência ou a segurança, comuns a todos os programas. Alargar a liberdade de escolha do utente parece ser uma boa intenção, evitar conflitos de interesse nos profissionais é muito mais que isso, em termos práticos é impedir, limitar ou condicionar a prática privada pelos profissionais do sector público. Como pensa o PSD executar essa tão drástica medida?

Vinte e três sugestões (60 cento) estão já integralmente cumpridas ou em execução, com instrumentos legislativos lançados, testados e aplicados pelo actual Governo. Exemplos: reduzir tempo médio de espera em cirurgia e consultas de especialidade, gestão integrada dos cuidados de saúde primários, unidades de saúde familiares, cuidados continuados integrados, plano nacional de saúde, medidas de prevenção da doença e de promoção da saúde, gestão informatizada e integrada dos serviços e do processo clínico, parcerias público-privadas, promoção dos genéricos. Nada de novo.

O programa é inteiramente omisso sobre procriação medicamente assistida, interrupção voluntária da gravidez, planeamento de recursos humanos e de instalações, avaliação de tecnologias. Reconhecem-se os preconceitos ideológicos. Ignora as associações de doentes, o transporte e emergência pré-hospitalar, as infecções e as pandemias. Dedica uma só palavra ao cancro e às doenças cardiovasculares, responsáveis por três quartos das mortes, muitas delas evitáveis. Nem uma única vez refere como vai ser financiado o sistema e as palavras-chave Serviço Nacional de Saúde (SNS) aparecem proscritas de todo o documento. Clara rejeição ideológica de uma das mais respeitadas conquistas do Portugal dos nossos dias.

Carecendo de profunda discussão, são o aumentar a pluralidades na prestação, pela escolha de hospital e centro de saúde, dentro e fora do sistema público, a liberdade de escolha entre subsistemas, sistemas regionais (sic), economia social e mercado privado; rejeição dos co-pagamentos e de novas taxas moderadoras e seus aumentos (regulares, também?); e cessação das taxas, mesmo que diferenciadas, em internamento e cirurgia; e, um curioso pormenor, ligação directa da prescrição informática de medicamentos entre o médico e a farmácia, uma importação directa da agenda da ANF, rejeitada pelo actual Governo na versão proposta, por razões óbvias de prevenção do controlo da informação na relação médico-doente por entidade estranha, sem qualquer responsabilidade em a organizar, articular, ou financiar.

O programa começa por defender a universalidade no acesso aos cuidados, mas os especialistas do PSD sabem bem, ou deviam saber, que universalidade de acesso, gratuitidade no ponto de utilização e liberdade de exercício, paga por convenção (é esse afinal o modelo que o PSD quer, em vez do SNS), são na prática incompatíveis. Sabem que os sistemas convencionados consolidados na história europeia de protecção social (França, Alemanha, Holanda, Bélgica, Suíça) são bem mais dispendiosos e inequitativos que os sistema de tipo SNS (Reino Unido, países nórdicos, Espanha, e mesmo Portugal). Que o modelo de base seguradora e de total liberdade de escolha, como é o que os EUA tão vivamente pretendem reformar, deixa um quarto das pessoas sem cobertura. Que, em contexto de sólido e prestigiado sector público, como é o nosso, o aumento da prestação privada é muitas vezes realizado com prejuízo da eficiência do SNS. Os autores do programa sabem, ou deviam saber, que o que propõem na Saúde em nada melhoraria nem a efectividade, nem a eficiência, nem a equidade, nem a qualidade do sistema e custaria ao país e aos contribuintes mais um ou dois pontos do PIB. Ao menos nessa matéria não enganam ninguém: são as mais claramente ideológicas, conservadoras e despesistas medidas que o PSD alguma vez apresentou para a Saúde.» [Público]

Por Correia de Campos.

Coisas da vida…

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Por vezes deparamo-nos com “lutas” que não desejamos mas as quais não devemos voltar as costas sob pena de a vida nos pregar partidas…

Obrigado a todos os amigos que me apoiaram nestes últimos seis meses… não posso dizer que a LUTA CONTINUA, mas apenas dizer que estou atento e com a esperança redobrada…

Eu e a família agradecemos :-D

Aquele abraço
Paulo

25 de Julho de 2009

olha... este voltou :-)

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Boa noite amigas e amigos,

Sim, estou de volta ao meu espaço de opinião “pura e dura”.
Apertem os cintos e preparem os sais de frutos porque andei 6 meses a carregar pilhas e só posso prometer linhas atrás de linhas de opinião pessoal direccionada aos assuntos que mais aprecio, politica, cidadania, musica entre outras coisas que o decoro não me permite referir.

Sem mais delongas quero dizer que esta ausência deveu-se exclusivamente a vicissitudes da vida e opção pessoal, precisava de reencontrar-me e estimular uma atitude diferente perante o meu mundo. Ainda não o consegui, mas caminho para lá.

Abraços para todos.

20 de Janeiro de 2009

Aprender com a força da mudança...

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O iniciar do ano confirmou as piores expectativas para o país, entramos oficialmente em recessão e as previsões para o futuro próximo não são nada animadoras para gáudio dos partidos da extrema-esquerda, entenda-se o PCP e BE, e José Sócrates é o culpado de todos os males que Portugal padece, dizem eles. A direita retrógrada desespera por não conseguir argumentar o que seja contra o governo PS, deve custar muito reconhecer que quando foram governo lhes faltou a coragem para levar a cabo as reformas que José Sócrates tem vindo a concretizar. Esta é a política de oposição que temos, com os políticos mais medíocres que se tem memoria. Portugal merecia muito mais.

Já todos percebemos que aparentemente 90% dos portugueses votaram em José Sócrates, isto se acreditarmos no número de pessoas que juram a pés juntos que votaram anteriormente no PS e agora não irão fazê-lo. Que conveniente e oportuno, mesmo que as sondagens sejam favoráveis a Sócrates, esta é mais uma estratégia desesperada para destabilizar os portugueses e tentarem hipocritamente capitalizar dividendos políticos na actual situação que o país vive. A falta de sentido nacional é gritante quando se percebe que desde o PCP, BE, PSD e CDS, todos desrespeitam o resultado das últimas eleições. O PS ganhou com maioria absoluta por vontade de todos os portugueses e isso incomoda os partidos que somente se preocupam com os seus resultados em detrimento da aceitação dos resultados eleitorais que elegeram o PS como governo. Que belo exemplo democrático.

Quanto a mim é tudo uma questão cultural que tolda o discernimento dos ditos responsáveis políticos de Portugal e por consequência disso influencia parte do país, resquícios dos 50 anos de ditadura e pouca pratica democrática desde o 25 de Abril. Actualmente grande parte da classe política não faz sacrifícios em nome do país, pensam somente no seu conforto e afirmação pessoal.
Deveríamos todos ter como exemplo o sacrifício levado a cabo pelos povos afectados pela 2º guerra mundial, que mesmo com o país em escombros e a sofrer com os horrores da guerra, souberam sacrificar-se e empreenderam uma reconstrução épica que resultou em afirmar os seus países em potências económicas e sociais no mundo. Portugal que teve a possibilidade de marcar uma época no desenvolvimento nacional em relação ao mundo através das suas ex-colónias, não só não o conseguiu como fizemos péssima figura, dando um mau exemplo no respeito pelos povos indígenas dessas colónias e logo a seguir fomos um desastre no processo da descolonização. Também não fizemos melhor na administração e fiscalização dos dinheiros comunitários que nos foram confiados ao longo destes anos. Tivemos muitas oportunidades para preparar Portugal para os desafios que hoje vivemos, fomos comodistas e pouco patrióticos quando se gastou indevidamente esses dinheiros em tudo menos na revitalização da economia nacional. Não será tudo isto fruto de uma mentalidade alicerçada em dogmas educacionais ao longo de muitas décadas de “nacional porreirismo”?

Portugal tem o dever de se regenerar e permitir que as futuras gerações cresçam num ambiente moralmente saudável e livre de estigmas persecutórios que assolam a nossa sociedade. Só com trabalho e respeito pelas instituições é que alcançaremos resultados que traduzirão confiança e optimismo para o futuro, mesmo que se saiba que será uma luta extremamente difícil de ser aceite, é imperativo que saibamos nos empenhar num desafio que poderá mudar Portugal para um futuro auspicioso e confiante.

Por isso que incondicionalmente apoio a moção politica de orientação nacional de José Sócrates ao XVI Congresso Nacional do PS. Porque acredito que a “Força da mudança” que o PS quer imprimir na sociedade portuguesa é essencial para resolver esta crise, e temos de aceitar que nada deve ficar como dantes. Portugal merece melhor e o PS quer assumir esse papel de ruptura em prol de uma sociedade melhor mais justa e democrática.

1 ano de vento quente de mudança...

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Hoje este blogue faz um ano de existência. Nasceu de uma necessidade pessoal em exprimir opinião sobre assuntos que me interessam. Francamente nunca pensei que sentiria tanta responsabilidade em manter “porta aberta” do vento quente da mudança. Aos meus amigos e visitantes só me resta agradecer a vossa companhia e amizade, mesmo que nem sempre comunguemos das mesmas opiniões. Conviver democraticamente é isto mesmo, e a blogosfera permitiu-nos conhecer melhor e partilhar ideias que acredito tenham posto as pessoas a pensarem, esse é o objectivo. Espero ter uma presença mais regular neste ano de 2009, a saúde vai bem e a vontade de contribuir para uma sociedade melhor continua presente.
Obrigado a todos que por cá passaram.

16 de Janeiro de 2009

Isto fez-me sorrir...

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pescado no Jumento

9 de Janeiro de 2009

Um bom Ano de 2009

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Time to say goodbye - Andrea Bocelli & Sara Brightman

10 de Dezembro de 2008

Jornalistas online são os que vão mais para a prisão...

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Via Jumento, chequei a esta noticia interessante... imaginem estas ideias a fervilharem na cabeça de certas pessoas...

«If you think it's tough to be a blogger because your Google AdWords revenue has been in the toilet lately, the Committee to Protect Journalists wants to remind you that Internet journalist—including bloggers—can and do suffer much more around the world. According to the group's new report, Internet journalists now make up the largest single group of imprisoned journalists. » [Ars Technica]

PCP, o partido que mais investe nas eleições

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Mais um texto retirado do Jumento. Para variar, subscrevo-o na integra.


Ao contrário do que sucede com os outros partidos o PCP pouco investe nas campanhas eleitorais, lá coloca aqueles plásticos horríveis nos candeeiros, pinta umas paredes com a sigla da sua falsa coligação, faz uns comícios, produz os tempos de antena e pouco mais.
A verdadeira campanha eleitoral do PCP é feita muito antes, usando os sindicatos do costume e mais alguns envolvidos por alguma reforma lançada pelo governo. Sem gastar um tostão, até porque os tempos estão difíceis para as contas da Soeiro Pereira Gomes, o PCP faz a campanha mais cara dos partidos portugueses, uma campanha que nesta legislatura já custou várias dezenas de milhões de euros.

Veja-se o exemplo do pessoal da limpeza da Câmara Municipal de Lisboa, que deverão ser dos trabalhadores de Lisboa que menos ganham, vão fazer uma greve de quatro dias, isso mesmo, quatro dias que com o feriado e o domingo dão uma semana. Para quê? Não é por causa das carreira, nem da avaliação, nem mesmo dos vencimentos, segundo o Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Administração Local (STAL) os trabalhadores estão muito incomodados por causa da intenção do presidente da autarquia de entregar a limpeza de duas zonas da cidade a privados. O seu amor pelo lixo de Lisboa é tão grande que mais ninguém o pode limpar? E para protestar não bastaria um ou dois dias de greve?

É evidente que o que está em causa é o poder do sindicato e, em consequência, dos controleiros do PCP na CML. Promove-se uma greve que a maioria dos trabalhadores teme furar, escolhe-se uma semana que torne o inútyil em aparentemente agradável e aí está Lisboa cheia de lixo para começar a temporada eleitoral autárquica. Auto-marginalizado na autarquia o PCP que não está agradado com a evolução das alianças decide fazer a sua própria campanha, mas à custa do ordenado dos trabalhadores mais pobres de Lisboa.

É evidente quem nem os vereadores do PCP que irão mostrar a sua solidariedade, nem os dirigentes sindicais prescindirão dos seus vencimentos, os sindicatos nada dão, limitam-se a receber quotas que pagam a organização e as mordomias dos seus dirigentes, enquanto as lutas são financiadas pelos trabalhadores. Mas vá lá, são uns dirigentes sindicais muito compreensivos, escolheram o mês do subsídio de Natal para que os trabalhadores não tivessem de passar fome.

Se prestarmos atenção são sempre os mesmos sindicatos a fazerem as greves da campanha eleitoral do PCP, os dos transportes públicos (até pararam em solidariedade com os professores), de grupos profissionais da Administração Pública, de algumas empresas públicas como os CTT e pouco mais, nem um do sector privado! Para que o PCP cumpra a sua agenda eleitoral são chamados à vez para lutas laborais, nem que sejam falsas lutas como esta dos trabalhadores da limpeza, são os trabalhadores que suportam os elevados custos de uma campanha política caríssima pois aos senhores do PCP não custam nem um tostão, são os trabalhadores que suportam tudo.